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quarta-feira, 29 de junho de 2016

Organizze

Engraçado como a gente leva tempo para aprender as coisas... bom, pelo menos eu levo.

Sabia que tinha algo de errado na minha situação financeira e precisava ter um maior controle, passei anos da minha vida sem fazer nenhum tipo de orçamento, depois tentei contabilizar no papel, mas acabava deixando pra depois e esquecia. Enfim, aquela ladainha de sempre.

Foi aí que fui atrás de algum site, sistema, planilha, aplicativo, alguma coisa que me ajudasse a manter esse controle.
Instalei uns 2 ou 3 no celular, e no fim das contas me dei bem com o Organizze.

É um sistema basicão para você controlar os gastos, uma espécie de planilha online. Pode ser usado acessando o site, pelo computador ou pelo aplicativo no celular.

O mais curioso é que fiquei mais de um ano administrando as entradas e saídas, entendendo mais ou menos quanto movimentava, mas nunca tomando uma atitude crítica para ajustar os gastos conforme minha realidade e iniciar a poupança a sério.

  

Hoje já adquiri o hábito de registrar o que e onde gasto, controlo cada centavinho. Mais por achar divertido do que para manter um controle rígido, mas é uma coisa que recomendo a todos.

Mesmo que as contas não pareçam descontroladas, façam um controle orçamentário um pouco mais rígido, verão que é possível diminuir algumas coisas bobas (sem perder qualidade de vida) e aumentar o montante que vai garantir a Independência Financeira.

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quinta-feira, 23 de junho de 2016

Ahh... os imprevistos ♥

Cancelei o meu cartão com o limite alto e exagerado para me obrigar a gastar menos e o que aconteceu?

- Queimei um secador de cabelo, que é ótimo, potente, maravilhoso e necessário pra não morrer congelada nessa época de frio se eu quiser manter o cabelo limpo. O conserto ficará entre 50 e 100 reais, enquanto um novo não sairá por menos de R$150. (torcendo pra ser o defeito mais barato)
- Precisei gastar R$100 em remédios por conta de uma alergia repentina que nunca tive na vida.
- Minha avó foi internada no hospital. Por ser uma senhora idosa, apesar de não ter sido muito grave, a preocupação é sempre grande. Ela mora em outro estado e estou planejando ir visitá-la (coisa que já vinha pensando em fazer há bastante tempo). Pesquisando valores de passagens até consegui um preço aceitável, mas sei que se tivesse mais tempo para escolher a data pagaria menos.

E aí está uma exemplificação do que são as emergências a que me referi no post do cartão de crédito.

Neste mês as contas estão no limite, mesmo não consumindo nada. O que significa que se não fosse o cartão jogando o valor da compra lá pra Julho, eu não teria a possibilidade de visitar minha família.

E uma coisa que aprendi desde cedo é que família vem primeiro. Antes de dinheiro ou de qualquer outra coisa. Fico triste de ver pessoas que não contam com o apoio da família ou que não valorizam os familiares. Eles são a base, o porto seguro.
Sei que nem todo mundo tem a alegria de ter uma boa base familiar, mas se possível, tentem sempre estreitar as relações com os familiares. As pessoas são difíceis, mas nada mais triste do que uma pessoa sozinha, sem ter com quem contar. E nada mais fácil do que encontrar esse apoio dentro de casa.

Então é isso. Sempre tenham uma reserva de emergência e se organizem. Basicamente, não façam o que eu faço, hahahaha.

P.S.: eu tenho uma reserva em dinheiro na poupança, mas preferi não mexer nela, já que não pagarei juros por fazer a compra no cartão e não afetarei a data de aniversário da poupança.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

De onde venho e para onde vou

No outro post fiz uma apresentação básica das minhas intenções, agora vou detalhar um pouquinho mais a minha situação.

Ainda não tenho 30 anos e não sou fã da modalidade celetista de trabalho. Brinco dizendo que "tenho alma de artista". O problema não é (só) me prender a horários e precisar pedir por favor por favorzinho para sair no horário do expediente e conseguir resolver problemas pessoais ou até ir ao médico, mas toda a coisa que envolve ser empregado.
Realmente não gosto do fato do horário ser inflexível. Gosto menos ainda de ficar ociosa durante o expediente porque o chefe não consegue delegar suas tarefas e nem me passar o necessário para dar continuidade ao meu trabalho.
O ambiente das empresas também não ajuda. Sou muito chata e convivo com poucas pessoas, só aquelas que passaram no meu crivo, pois não tenho interesse nem paciência em lidar com pessoas com ideias e posturas diferentes das que considero adequadas, e em um empresa isso não é possível. Sou obrigada a conviver com pessoas que nada tem a ver comigo além do endereço para bater ponto.

Esse ano concluo - finalmente - minha graduação, depois de ter abandonado duas faculdades. Comecei ambas por serem áreas que me interessam um pouco, mas no fundo nunca me vi trabalhando com aquilo, por isso acabei desistindo e deixando apenas como hobby.
A graduação atual foi algo que anteriormente não havia cogitado a sério, e a área de atuação não é exatamente promissora, porém sei que me ajudará muito na faculdade que realmente sempre quis cursar e ano que vem, finalmente, darei início.

Atualmente não estou empregada no modelo padrão e bem aceito pelo brasileiro mediano (oh que horror você não ter carteira assinada nem cumprir horários e nem deixar de ter vida para enriquecer outra pessoa!), me considero autônoma com uma vertente empreendedora. Minha renda vem de um mix de coisas que faço desde produção de conteúdo, vendas até estratégias administrativas.
Não vou dar muitos detalhes de nada (ao menos por enquanto) pois prefiro assim, mas por causa disso tenho uma grande flexibilidade de horário e autonomia, porém com o fato negativo da minha renda ser bem variável e muito aquém do esperado. Há meses em que lucro R$600 e meses que lucro R$2500 (líquidos), porém dificilmente passa disso. Claro que a culpa é minha, poderia me dedicar mais a quaisquer uma das áreas que me retornam financeiramente, mas meu foco atual é concluir essa graduação para iniciar a próxima (~fazer o que se ama~), mas enquanto isso, estou amadurecendo a ideia de empreender em um negócio próprio e físico, que é o que tenho buscado e estudado nos últimos tempos.
Um blog que me motivou muito e ajudou bastante a amadurecer essa ideia foi o Blog do Corey. A "ajuda" que ele dá nos posts é fantástica! Ele é muito verdadeiro e conta aquelas coisas que Sebrae nenhum ou empresário nenhum gostaria de falar. E como sou inexperiente, é o tipo de conteúdo mais importante que posso adquirir: a experiência de quem já passou por muita coisa.

Meus gastos fixos felizmente são baixos (por enquanto), pois moro com parentes. Mas infelizmente ainda tenho que coordenar as coisas por culpa do maldito cartão de crédito. Apesar de saber que ele não tem culpa nenhuma, já que a descontrolada sou eu, não me resta nada a não ser, literalmente, pagar o preço de ser cabeça de vento.

Assim que me livrar de algumas faturas feitas sem pensar, poderei aportar mensalmente de forma consistente, mesmo que valores ridículos se comparados à maioria dos outros investidores que acompanho.

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terça-feira, 7 de junho de 2016

Me livrando da anuidade do cartão de crédito




Tenho cartão de crédito desde que nem verba para mantê-lo eu tinha, hahahah.

Entrei pra esse mundo lá pelos 16~17 anos, ganhando um cartão de dependente com um limite bem ridículo (uns R$100, acho). Usei alguns meses e depois de um tempo acabei cancelando.

Um belo dia, ainda no fim da adolescência e numa época em que fazia nada da vida além de dormir, sou acordada com uma ligação no meu celular. Mastercard me oferecendo um cartão de crédito sem anuidade. Era só dizer o valor da minha renda e pronto.

Fiquei emocionada (e incomodada) com tamanho privilégio de ter sido selecionada pela ilustre empresa, apesar de me sentir invadida, por terem tirado meu número de celular não sei de onde (à época nem conta em banco tinha, praticamente não existia perante a sociedade). Menti um valor qualquer e ganhei cartão de crédito.

O tempo passou e abri conta num banco. Só quando abri a conta descobri que o banco emissor do cartão era esse mesmo em que eu havia iniciado minha "vida bancária". Isso facilitou bastante minha vida, pois sempre fui avessa à visitar agências e assim que possível comecei a usar os serviços somente pelo bankline. Como o cartão era associado à conta era fácil manter controle e realizar os pagamentos sem atraso (durante um período de mais de 1 ano minha fatura chegava após a data de vencimento).
Vale ressaltar que isso tudo numa época em que não existiam smartphones e ADSL era coisa ou de gente rica ou de quem morava em bairro nobre, pois além de caro tinha baixa disponibilidade.
Enfim.

Mesmo com uma renda ínfima (ou renda nenhuma) eu fui conquistando alguns benefícios. O último deles foi conseguir um cartão internacional sem ter o perfil para isso (baixa movimentação, etc). Consegui pois um conhecido no banco fez esse favor (queria muito comprar tranqueiras no ebay, ahhaha).

Na época a anuidade era gratuita, mas depois ela foi aparecendo. Assim, como quem não quer nada. Meu último cartão era daqueles Platinum e ainda tinha a "anuidade diferenciada" de R$200. DU-ZEN-TOS REAIS por ano. Que não serviam pra nada, pois o que eu usava no cartão não era suficiente nem pra trocar os pontos do programa de fidelidade por milhas aéreas.
Devo ter pago esse valor de R$120~R$200 de anuidade por uns 5 anos.

Aí comecei a me interessar por finanças pessoais, independência financeira, etc e passei a questionar esse monte de tarifa que pago por tudo. Além do fato de que o cartão de crédito era um ralo sugador de dinheiro. Uma parcelinha ali, outra aqui e no fim sempre acabava gastando um pouquinho a mais. Fiquei pensando onde foi parar aquela pessoa que era controlada e só gastava o dinheiro que tinha na mão (sim, já fui assim). Decidi que tenho de voltar a ser o que era.

A primeira decisão foi de que os gastos no cartão deveriam ser diminuídos. Mas como mudar anos de hábitos de consumo? Cancelando o cartão.

Mas tinha medo (!).

Pois é, medo de numa emergência precisar dele, afinal, o fato de ter um cartão disponível já me salvou algumas vezes.
Aí vieram as amigas indicando o Nubank. Dizendo que o cartão é ótimo, funciona bem, é fácil de acompanhar tudo, etc e NÃO TEM ANUIDADE.

Fiz o cadastro no site e disseram que iam avaliar. No mesmo dia comentei com uma amiga e ela me enviou um convite por e-mail. Refiz o cadastro por ali e automaticamente me aceitaram, bastava eu esperar que dentro de até 15 dias úteis o cartão chegaria. Então a dica é: PEÇA PARA TE CONVIDAREM PARA O NUBANK. É a maneira mais rápida de ser aceita.

Meu limite é quase 3x inferior ao que eu tinha, mas achei bom. Me limitará nos gastos e naquela maldita mania de "só uma parcela de X reais não dá nada".

O cartão chegou, desbloqueei, mas só fui usar pela primeira vez há poucos dias. Até agora tudo certo.

E o outro cartão? Ele está com vencimento para daqui uns meses e já recebi o substituto pelo correio. Como não quero correr o risco de pagar mais anuidade, antes do cartão ficar inutilizado já liguei pedindo cancelamento.
E por favor, não achem que se NÃO desbloquear o cartão eles não vão cobrar anuidade. Isso só é válido se você está recebendo o cartão pela primeira vez. Seu contrato só termina quando você pede o cancelamento.
Tanto é que ao pedir cancelamento a atendente atentou para o fato de que o cartão ia deixar de valer em pouco tempo e questionou se eu realmente queria cancelá-lo, já que bastava não utilizá-lo após o período (aham, sei). Eu disse que sim, queria cancelar e ela falou que já haviam me enviado o cartão substituto e também precisava das informações dele.
OU SEJA, tem de fazer a coisa mais chata do mundo que é perder 5min em menus e falar com atendente por telefone.

Se fosse com a Nubank era só eu mandar um e-mail ou conversar pelo chat do app. Ou simplesmente deixar de utilizá-lo, em 12 meses de cartão inativo ele é automaticamente cancelado. O que tanto faz, já que não tem anuidade.

O mais importante disso tudo é que além de eliminar um gasto totalmente desnecessário, vou tentar agir como se nem tivesse mais cartão. Deixando ele realmente para EMERGÊNCIAS como eu falei acima.

Veremos.

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