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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Recebendo Pagamento do Adsense pelo Banco Rendimento

Recebo pagamentos do Adsense desde 2010 e nunca recebi em cheque.

Nem sei se ainda existe essa possibilidade, mas acredito que ela seja mais viável para quem mora nos EUA, no Brasil não acho que seja interessante ou seguro.
Até gostaria de algum vez ter recebido um cheque do Adsense, só pela emossaum, mas meh. Hoje em dia eu quero é que me paguem o quanto antes, e o cheque certamente levaria um mês para chegar.

Para receber do Adsense é assim:
- necessário atingir o valor mínimo de US$100 na conta;
- somente no mês seguinte ao atingir o valor mínimo que é feito o pagamento, sempre a partir do dia 20.



E então, como receber do Adsense?

Fazendo um cadastro no Banco Rendimento. Eles têm uma aba específica falando sobre todo o procedimento para abrir o cadastro e como receber. É feita uma ordem de pagamento em seu nome e geralmente em dois dias após o Google enviar o pagamento, ele já está na minha conta bancária.



Há a opção de receber automaticamente ou manualmente.
No começo eu optava pelo modo manual, na esperança de conseguir taxas maiores de acordo com a variação cambial. Aí enchi o saco e decidi ir pelo modo automático, até porque eles estavam com uma promoção na época: quem recebesse de modo automático pagaria uma taxa de apenas US$10 (na época era US$15).
Porém mudei o cadastro do Adsense e agora me enquadro na taxa atual: US$20 por ordem recebida. O valor não é muito baixo se formos levar em consideração o percentual sobre US$100, porém receber diretamente pelo próprio banco é muito mais trabalhoso, pois a maioria dos gerentes não entende nem de Tesouro Direto, imagina de transações internacionais. Fora que alguns bancos cobram taxas absurdas, tipo US$100 por remessa. E o valor não é fixo, cada mês inventam uma cobrança diferente. Talvez a exceção seja na Caixa Econômica Federal, mas como odeio esse banco, nem vou atrás.

O Banco Rendimento cobra a taxa deles, o IOF e o restante vai direto pra conta bancária.

 

Acho que posso considerar um bom presente de Natal, rs.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Natal sem presentes

Não que eu esteja fazendo uma coisa super diferente do habitual, mas não compro presentes de Natal já faz alguns anos.


 Quando comprava era aquele deus-nos-acuda, pois não planejava o gasto com esse tipo de coisa e sempre acabava me ferrando no ano seguinte. Uma das táticas que adotei e mais gosto, é a de não levar dívidas para o ano seguinte, justamente para não comprometer o orçamento futuro. Sei que do dia 31/dez para 1/jan na prática não muda muita coisa, mas acho sempre bom aproveitar essas "marcações" para tentar recomeçar de forma organizada.

Adoro ganhar presentes, mais pelo ato de demonstração de carinho do que pelo objeto em si, mas não espero ganhar nada no Natal, assim como não compro nada para ninguém. A exceção é meu namorado, mas não seguimos datas muito específicas... de repente compro um HD externo que ele estava querendo muito ou ele me dá algo relacionado à Instax e "fica como presente de Natal/aniversário/namoro atrasado/adiantado".

Além do mais, a maioria das pessoas não me conhece assim tão bem e, apesar de gostar da atenção despendida, no fim das contas acho um saco ganhar algo que não vai ter utilidade prática na minha vida e vai servir apenas para ocupar espaço.
Assim não me atolo em dívidas obrigatórias impostas socialmente e não perco tempo tentando descobrir o que dar pra fulano ou sicrano.

Mas calma, não sou um monstrinho, eu presenteio as pessoas que gosto sim. Apenas deixo isso para os aniversários. Assim os gastos são diluídos ao longo do ano e eu tenho tempo de avaliar e pesquisar os melhores preços para dar algo que sei que a pessoa realmente vai gostar.
Natal é bom para rever a família e comer muita comida boa, encaro presente como um gesto especial, então prefiro dar nos aniversários, assim a pessoa sabe que no meio da correria do dia-a-dia eu realmente pensei nela, e não simplesmente por uma convenção social.

E sim, eu sou ótima em guardar datas, para desespero do namorado, huhuaha.

domingo, 18 de dezembro de 2016

Mais mau exemplos do trabalho

Prometo que esse vai ser o último post do tipo, senão daqui a pouco só vai ter post "falando mal" dos outros, rs.

Só queria contar de dois casos recentes que aconteceram com colegas de trabalho. Não que seja por fofoquinha, mas é que agora eu presto mais atenção na relação das pessoas com o dinheiro e fico muito feliz de ter o conhecimento e discernimento para não cair nas mesmas cagadas.

Já me falaram pra tirar um empréstimo consignado do valor máximo que eu conseguir (que é relativo ao valor do meu salário + tempo de serviço) assim que completar 6 meses, e assim "comprar seu carrinho à vista". Claramente existem pessoas que não entendem que "à vista" é pagar AGORA com o SEU dinheiro, não apenas COM DINHEIRO.

Aí uma pessoa fez isso mesmo. Pegou empréstimo para comprar um carro. Como o valor liberado não era suficiente para comprar um carro NOVO, o que ela fez? Exato. Pegou o valor do empréstimo e deu de entrada PARA FINANCIAR O CARRO. Ou seja, ficou com duas prestações de um bem acima de suas posses.
A "crise" chegou e as parcelas do financiamento foram atrasando. Três, quatro... nem chegou a seis e o carro foi tomado. Dinheiro jogado no lixo e a amarga lembrança do sonho do carro próprio descontado todo mês no contracheque.

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Uma das minhas superiores tem um cargo que o salário é mais ou menos relacionado com a produção que ela entrega. O valor varia muito, mas é sempre bem acima do salário base. Já faz anos que ela está habituada a essa volatilidade do valor recebido, nesse aspecto pode-se dizer que ela é praticamente uma empresária, pois ganha de acordo com o "esforço". Infelizmente a mentalidade é de empregado, aquele que espera o salário chegar todo dia 30 e já está de olho no próximo pagamento.

Acontece que ano que vem - por questões políticas - ela perderá essa grande fonte de renda. E muito provavelmente terá uma mudança em suas atribuições (o que não vem ao caso). Aí recentemente ela apareceu com o semblante preocupado, dizendo que não sabia o que seria do ano que vem, pois além da mudança no próprio holerite, o marido havia "pedido as contas".
Nada de acordo para receber a multa de rescisão, vai sair "com as mãos abanando". Apenas estressou demais pelo acúmulo de funções, não aguentou a pressão do fim do ano (que sempre é maior) e saiu fora.

As primeiras réplicas foram:
- Mas ele já estava com alguma coisa em vista antes de pedir demissão?
- Nossa, e vocês trocaram de carro recentemente, né? (cujo financiamento dizem ser de R$1700/mês)
- Ihhh, com essa crise, como vai conseguir emprego no fim do ano??

Se o casal tivesse um colchão de segurança, essa questão nem teria sido levantada pela chefa, afinal, qualquer um dos dois que estivesse muito estressado poderia, sempre que quisesse, "pedir as contas" e procurar um emprego que não lhe sugasse tanto a vontade de viver.

E a cereja do bolo: eles possuem 3 carros, mais uma moto. Troféu joinha.
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Estes exemplos reais são o que mais me motiva a continuar na caminhada rumo a Independência Financeira.

Me sinto privilegiada por não depender exclusivamente do meu salário (apesar de ficar sempre na expectativa do próximo mês, mas apenas para saber quanto poderei aportar, rs).
E, apesar de estar muito longe do meu objetivo financeiro, já sinto o gostinho da liberdade que é saber que não dependo do meu emprego para viver.

As tretas corporativas não me tomam mais do que o tempo necessário (só o suficiente para ficar por dentro dos baphões, hauhua); ouço as fofoquinhas e sigo fazendo meu trabalho. Se algum dia sobrar algo para cima de mim, posso, tranquilamente, dar as costas para todo mundo e não ficar apavorada por "não ter algo em vista".

Realmente, é muito mais tranquilo você saber que se perder o emprego ou encher o saco, não será o fim do mundo. Essa segurança é a melhor sensação de todas.

sábado, 10 de dezembro de 2016

Histeria em Massa com a Reforma da Previdência

Essa semana só o que se falou foi sobre a Reforma da Previdência. Todo mundo contra e achando um absurdo.

No facebook está rolando uma imagem de uma matéria exibida pela Globo News, absolutamente todos os comentários que li são de pessoas ultrajadas.


Os comentários são os clássicos "nossa, que fácil" até os irônicos "puxa, não sabia que precisava de um time de economistas para me dizer que 1 milhão rendem 5 mil reais".

Não entendo como todas essas pessoas - que têm emprego formal há muito mais tempo que eu - contavam com o INSS. Já faz pelo menos uns 5 anos que se fala da tal necessidade da reforma da previdência. Os avisos foram muitos e vêm ocorrendo há anos. Por que então as pessoas insistem em continuar contribuindo para o INSS? Ou melhor, elas sabendo do risco que corriam, porque insistiram em não pensar em alternativas?
Ah, claro. Tomar atitude dá mais trabalho, reclamar é tão mais simples é efetivo. (#sqn)

Não me espantei com as medidas sugeridas, e não vi nada demais nessa chamada. Provavelmente porque nunca cogitei contar com o INSS. Desde que descobri que existia "essa coisa de se aposentar" fala-se em problemas na previdência, logo de cara, lá pelos 8 anos de idade, entendi que se aposentar do modo como todo mundo acha que tem de ser, não é uma coisa boa.

Gente, eu já acho absurdo você ter que trabalhar por 30/35 anos para poder se aposentar. A adição da idade mínima já foi mais um sinal para mim - mesmo ainda na infância - de que não era isso que eu queria pro futuro.
As pessoas se incomodam pelo tempo a mais que precisarão trabalhar para ter direito à aposentar-se, como se a opção anterior fosse muito justa e maravilhosa.
A média do tempo de vida do brasileiro subiu para 75,5 anos, mas sabemos que poucas são as pessoas que têm qualidade de vida. Que diferença vai fazer você trabalhar 5 anos a mais se vai continuar sendo no fim da sua vida?

Eu sei que não somos ensinados a pensar, pro sistema funcionar é ideal que sejamos alienados e sigamos a manada, mas ninguém se incomoda em ter de aceitar que "precisamos" trabalhar até os 60+ anos e contribuir 30 e tantos para só então "curtir sua vida" sem fazer a mínima ideia de quanto dinheiro terá?

A previdência do jeito que é, sempre me incomodou. Felizmente consegui aprender sobre finanças pessoais e investimentos. Talvez um pouco mais tarde do que gostaria, mas pelo menos nem tudo está perdido, rs.

Além do mais, nada melhor do que ter o controle total sobre a própria vida. Saber exatamente onde meu dinheiro está e o que ele está "fazendo" me dá muito mais segurança.

Sei também que muita gente não sonha em parar de trabalhar ao atingir a Independência Financeira, mas há um consenso de que é muito melhor trabalhar porque quer e no que gosta, sabendo que seu futuro está garantido de verdade.

Essas mudanças na prividência vão ferrar com muita gente, mas talvez também sirvam pra abrir os olhos de outras pessoas e fazer com que, ao menos parte da população, aprenda a tomar conta do próprio dinheiro.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Olá, Renda Variável!

Não vou negar que sou meio cagona conservadora quando se trata do meu rico dinheirinho, mas uma coisa que sempre quis fazer desde que comecei a estudar sobre investimentos foi investir em Fundos Imobiliários.

Na verdade a vontade toda de aprender mais e tentar dominar a renda fixa veio do anseio pelos investimento em FIIs.

Como eu disse, sou meio conservadora, então por mais que outros blogueiros mostrassem seus números e contassem maravilhas sobre os FIIs, não me sentia à vontade para me jogar nessa modalidade.

Decidi começar pelo básico e assimilar o máximo permitido por uma mente de humanas.

Posso dizer que virei fã do Tesouro Direto e gostaria que todas as pessoas que conheço investissem ao menos os R$30,00 mínimos para uma aplicação mensalmente.
Utopias à parte, avancei um pouco em CDBs e LCI/LCA, mas não consegui esquecer minha paixão platônica pelos FIIs...

Todo esse "ensaio" anterior foi para verificar que eu consigo, sim, tomar conta do meu dinheiro e aos poucos fui perdendo o medo de assumir riscos. Além, é claro, de aprender a encarar as consequências para o caso de fazer alguma escolha equivocada.

Dito isto, gostaria apenas de compartilhar este momento de grande emoção, no qual comprei meus primeiros FIIs: AEFI e AGCX. Os dois com A porque é muito provável que eu tenha um leve TOC, portanto comecei a analisar as opções por ordem alfabética, e é assim que pretendo comprá-los (próximo da lista é BBPO).

Comecei com uma merrequinha, mas é mais pra ir sentindo o mercado e ver a evolução das coisas.

De quebra também comprei IVVB, um ETF baseado no S&P500. Acho que quase ninguém inviste em ETFs, geralmente os blogueiros de finanças ou optam por ações diretamente, ou apenas fogem desse mercado. A dica veio do Frugal Simple, agora posso dizer que invisto no exterior, rs. Penso ainda se vale a pena investir também em BOVA ou PIBB... apesar de atualmente não ter saco para estudar as nossas empresas, pretendo um dia entrar no mercado de ações sim, mas vai saber quando isso acontecerá...

Cogito modificar a carteira para 70% RV e 30% RF (atualmente é 7/93), mas ainda não sei...

Agora aceito sugestões ou ideias de como planilhar esses meus ativos, já que o preço médio é um quesito importante e não quero ficar perdida, rs.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Novembro 2016: R$56.625,89

Sim, o patrimônio caiu =(

Apesar de ter feito um aporte de R$2188,64 o valor caiu R$8k em comparação ao mês anterior. Nada a ver com perdas nos investimentos, é que no fim do mês surgiu uma emergência de saúde e precisei emprestar dinheiro para um parente. Será devolvido em 2017 com certeza, porém não conseguirei finalizar o ano com R$70k como esperava (sim, estava com uma meta altinha até, rs).


Como falei anteriormente, os meus aportes em TD são voltados para a Planilha dos 27 anos.

E nesse mês consegui "adiantar" mais um ano. Teoricamente estou 19 anos à frente das economias, rs.

Até pensei em investir em alguma LCI ou CDB para aproveitar as promoções de Black Friday que algumas corretoras fizeram, mas acabei desistindo da ideia, pois parece que finalmente entramos numa espiral de queda dos juros.

Recebi meu 13º, mas como assumi recentemente o cargo, o valor é menos de 1/3 do salário, então não haverá nenhum aporte monstruoso em Dezembro, como eu gostaria de fazer.
Há boatos de que poderei receber um bônus até o fim do ano, torçam por mim, seria quase um 14º salário.

Abaixo um gráfico com as porcentagens da minha alocação.

Basicamente eu tenho 1% em renda variável (uma merrequinha que coloquei em um fundo multimercado) e o restante em renda fixa.

Como o Viver de Dividendos começou um ranking de renda passiva, resolvi contabilizar quanto já recebi este ano. Só contei os cupons do Tesouro Direto e o valor foi R$25,84.

Dezembro muito provavelmente terá um aporte mediano, de qualquer forma sigo confiante, apesar da dificuldade em sair do lugar, rs.

Com muita sorte eu termino o ano com 60k.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Dando uma olhadinha na corrida dos ratos...

Hoje vou contar a história da menina aportadora que anda cada vez mais contente com esse recente hábito de investir e não vê a hora de chegar logo aos primeiros 100k!
Centrada há meses, não fez uma compra de "supérfluo" que não tivesse uma justificativa válida (a calça para o novo emprego, UM tênis novo para substituir os 2 anteriores que estragaram). Mentira, ela comprou sim uma bRusinha, porque era linda demais e não resistiu e ficou perfeita e foi baratinha, e tinha estrelinhas, rs.

Mas falando sério. Antes de botar em prática que eu precisava parar de enfiar pequenas parcelas no cartão de crédito, meus gastos estavam focados especialmente em produtos de beleza. Shampoos, máscaras, leave-ins, ampolas mágicas, hidratantes... Hidratantes. A história de hoje é de como eu NÃO PRECISO comprar nenhum hidratante (de nenhum tipo: rosto, mão, pé, corpo) pelos próximos... 2 anos?
E mesmo sabendo disso o que eu fiz hoje?

Sim, senhoras e senhores, comprei um KIT com TRÊS PRODUTOS que eu não precisava. Nem estava querendo antes de ver. Sequer sabia da existência. Mas não resisti ao perfuminho.

Não sei se os homens sabem (ou entendem, rs), mas onde há um grupo grande de mulheres (no caso, meu emprego), sempre, SEMPRE, vai existir uma que vende um desses catálogos (Avon, Natura, Boticário, etc).
As vendedoras espertas (minha colega), não ficam apenas levando revistinhas, elas compram produtos e saem oferecendo pra todo mundo, sempre vai ter uma trouxa (eu) que vai acabar cedendo e comprando.

Mas esse post nem é pra me lamentar por um gasto de R$50, mas pra mostrar que as "armadilhas"dos "pequenos gastos" estão em todos os lugares e é necessário estar atenta o tempo todo. É muito fácil cair no chavão clássico do "eu mereço", ainda mais "um valor tão pequeno como esse" e "é só dessa vez, mês que vem não compro nada".

O que a gente merece, é pelo que dá valor. E se não dermos valor ao nosso rico dinheirinho AGORA, jamais conseguiremos usufruir dele no futuro, quando ele estiver vindo em nossa direção sem esforço algum, através da renda passiva e sem sequer precisar pensarmos nele.

Sei que "faça o que eu digo, não faça o que eu faço" não é ideal, mas também não é o fim do mundo se vez ou outra nos deixarmos levar e gastarmos em coisas desnecessárias. Só não pode ser uma constante.

Além do mais, foi maravilhoso dormir com o cheirinho do meu novo hidratante na pele, o namorado aprovou, rs.

P.S.: vou até deixar anotado aqui, quero só ver quanto tempo vai levar até eu sucumbir ao próximo hidratante. Se comprar algum produto do tipo de novo, relatarei aqui, rs.

sábado, 26 de novembro de 2016

Cegueira Financeira

Quando encontro algum blog novo e me interesso pelas postagens, começo a lê-lo do início. Gosto de ver a evolução do blogueiro, a experiência adquirida e o que mudou com o passar do tempo.

Ontem decidi novamente voltar a ler o Mr. Money Moustache, acredito que seja um dos mais famosos blogueiros que se aposentaram cedo (mais precisamente aos 30 anos). E foi através dele que eu ouvi falar na expressão "early retirement"pela primeira vez.

Voltando ao post de apresentação do MMM, parei para pensar na minha trajetória.

Não é segredo que apenas recentemente comecei a poupar com afinco e ainda tenho muito o que aprender. Porém por diversas vezes essa "oportunidade" de abrir os olhos me foi exposta e eu sempre a ignorei.

Comecemos pelo livro Pai Rico, Pai Pobre.
Acho que ainda não terminei a leitura, mas assim que o peguei pra ler, há uns meses, meu cérebro jogou um alerta dizendo "já li isso antes". Fiquei pensando quando na minha vida eu já havia lido aquelas primeiras páginas e então caiu minha ficha: no Ensino Médio eu tinha uma matéria chamada Contabilidade, lembro mais ou menos do conteúdo, mas sei que fixou muito facilmente o conceito de ativo e passivo e como eu achava aquilo interessante. Provavelmente a leitura do livro deve ter sido indicação da professora, afinal qual melhor autor pra nos fazer entender de uma vez por todas o que é um ativo e o que é um passivo?
Só que aos 14~15 anos eu não tinha maturidade para entender o significado real daquilo tudo, afinal, não trabalhava, não ganhava meu dinheiro e não dava real valor ao custo das coisas, pois eu não precisava ~lutar~ para consegui-las.

Depois ganhei uma graninha, uma espécie de herança, mas com um valor bem ridículo, algo em torno de R$10k.
Do alto da minha vasta sabedoria achei que "não faria como todo mundo". Já havia planejado tudo enquanto sonhava em ganhar na mega sena (mesmo sem jogar): era só deixar tudo na poupança e viver dos rendimentos, claro! hahahah
Resumo da história: outra oportunidade perdida de aprender a cuidar do dinheiro. Tinha na cabeça que quando tivesse muito dinheiro ia pagar alguém para administrá-lo (ó as ideia).
No fim das contas aos poucos fui gastando aquela grana. Claro que não era muito, mas a Poupança também não rende grande coisa, então já viu, rs. Só não me arrependo muito porque apesar de não saber o que fiz com a maior parte do dinheiro, foi com um pouco dele que comprei meu amado PC, que uso até hoje e me serve perfeitamente, apesar da insistência do meu namorado em dizer que eu deveria trocá-lo.

Um tempo depois de já ter gasto quase toda essa grana, apareceu uma oportunidade de comprar apartamentos na planta, num bairro novo e muito promissor. A construtora anunciava "preço de fábrica", era algo em torno de 27 a 30 mil reais. Se eu tivesse a grana na época, teria comprado. Não um, mas uns três. Avisei diversas pessoas da oportunidade, só não tive coragem de pedir o dinheiro emprestado, rs, mas ninguém me deu ouvidos. Menos de um ano depois e antes mesmo dos apartamentos serem entregues já estavam sendo vendidos por 60 a 80 mil reais. Hoje em dia estes mesmos aptos custam, em média, R$200k.

E então comprei o livro Casais Inteligentes Enriquecem Juntos do Cerbasi. Achei genial e muito interessante, mas botar em prática? Pfff.

Ano passado conheci o Mr. Money Moustache e foi então que a ideia de independência financeira passou a se "materializar" na minha mente. Já li diversos sites, blogs e livros dando dicas de valores que deve-se juntar para viver de renda. Porcentagens e mil cálculos mirabolantes, mas nunca vou esquecer da premissa básica do bigodão: junte 25x o valor anual de suas despesas e vai ficar tudo bem (ou quase).

Esses foram exemplos meus que lembrei, mas poderia citar de de conhecidos:

- a família que diz que vive bem com R$6k mensais, mas passa muito mais por isso pelas mãos e continua com dívidas, nome sujo e trocando financiamento (porque o carro é do banco até que se pague).

- a matriarca que ganha R$12k líquidos e diz que na verdade recebe "apenas 8k", porque o restante está comprometido com empréstimos descontados em folha (como se os empréstimos tivessem sido compulsórios e não uma escolha) e que nunca paga o valor total do cartão de crédito.

- o genitor que após a aposentadoria vendeu um  imóvel e enfiou tudo na bolsa de valores, passando os dias em frente ao home broker especulando para dar conta das despesas da casa, em vez de dizer "vâmo economizá, negada??"

- a colega de trabalho que não têm condições de manter um carro e mesmo assim insiste em tê-lo.

- a moça do salão de beleza que caiu no conto da Hinode.

- a amiga que já ganhou 200k de prêmio e não fez questão de aprender a gerenciar o próprio dinheiro.

Essa (falta de) visão que as pessoas têm do dinheiro é muito prejudicial. E é incrível como é fácil se deixar levar por ela, afinal, é o que a maioria faz e nós aprendemos pelo exemplo. Por isso não culpo tanto quem não consegue ver a vantagem de economizar agora pra não sofrer no futuro. Fico triste de não poder ajudar, mas se a pessoa não quer mudar, não quer ser ajudada, não há nada que eu possa fazer. Cada um tem seu tempo.

Além do mais, é graças ao povo doido que consome sem critério que as empresas têm lucro e temos a oportunidade de virar investidores. Viva a diversidade! Especialmente pra quem tá no grupo da minoria (euzinha) e vai tirar mais vantagem, hahahha.

E obrigada a todos os blogueiros que se dispõem a falar de finanças e me ajudaram nessa nova empreitada, sem o apoio de vocês eu certamente seria mais uma vítima da Poupança e continuaria sem perspectiva para o futuro, achando - como muitos - que o milhão é impossível de alcançar.

Abram os olhos, as oportunidades estão aí, basta ter conhecimento para aproveitá-las. Sucesso para nós e rumo ao milhão!

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

A maldição do empréstimo consignado

Dia desses, logo após receber o salário, conversando com algumas colegas de trabalho, uma delas estava com o holerite em mãos.

Estava feliz, pois finalmente parou de pagar uma dívida sem fim de um cartão de crédito que não usa há tempos. Algo a ver com juros abusivos e já ter pago o valor devido umas cinco vezes, etc.

Fico me coçando para conversar sobre finanças com as pessoas, mas sei que não dá, porém a curiosidade falou mais alto e aproveitei a deixa pra dar uma xeretada no holerite, rs.

Acontece que mais da metade, sim, eu disse MAIS DA METADE do salário dessa pessoa ela "não recebe". Pois está todo comprometido em parcelas de empréstimos consignados e/ou outros serviços descontados em folha.

E não para por aí. Ela não é a única. A outra colega que estava conosco disse que recebeu menos do que a primeira, tudo por causa de empréstimos também.


O que elas conseguiram sacar ao receber o salário. 

Só sei que absolutamente TODAS as pessoas que trabalham comigo têm empréstimos a pagar e reclamam como se não soubessem pra onde foi o dinheiro delas.

Falam de crise, que a coisa tá feia, que o salário é ruim. Mas todo mês compram coisas uma das outras "para o pagamento". Ou seja. Não têm dinheiro esse mês e já estão comprometendo o pouco que vão ter em mãos no mês seguinte.

Não sou exemplo de nada, tenho uma alma consumista que quando quer sucumbe à qualquer apelo marketeiro, mas gente. Assim não dá.

Eu vejo essas coisas e minha vontade é dar um sacode em toda essa gente. Sempre que eu posso dou uma ou outra dica: "não vai contar com INSS, hein? já tá planejando sua aposentadoria?", "Quanto você guarda por mês? Ah, não sobra? Mas é que você tem que guardar antes de pagar as contas" e assim vai. Espero que surta efeito.

domingo, 20 de novembro de 2016

Tráfego Inválido no Adsense

Tem uma coisinha muito irritante que o Adsense faz e sou obrigada a aceitar calada:

O ato de invalidar tráfego.

Qual o critério? Jamais saberemos.
Por que acontece? Não faço ideia.

Mas é muito desbundante

Em outubro tive dois dias atípicos e foram estes dois dias que foram descontados. Óbvio que eu sabia que não receberia aqueles valores que fugiam completamente do meu padrão de US$0.32 ~ US$2.69 diários, mas dá um óóóódio.

O incrível é que todo mês eu tenho algum valor invalidado e subtraído do que foi feito no mês, raramente ultrapassa 1 dólar, mas mesmo assim...

O pior de tudo é que foram 2 dias completamente perdidos, como se não tivesse feito sequer um centavinho.

 
Acima a métrica deste humilde bloguinho. Adoro que tem uns picos doidos e não há consistência nenhuma na visitação, hahaha.
Acredito que esse mês eu continue no ritmo e atinja os US$100 necessários para realizar o saque.

Quando isso ocorrer novamente (provavelmente ao final de Dezembro, pois só recebemos no mês posterior ao atingir o mínimo) postarei aqui como faço a transferência dos ganhos do Adsense para minha conta bancária. E é muito tranquilo,

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Black Friday ou Black Fraude?

Originalmente a Black Friday era um dia de preços malucos muito abaixo do praticado nos Estados Unidos. Era na sexta-feira seguinte ao Dia de Ação de Graças, que é um dos feriados mais importantes pra eles, e um dos únicos em que o povo lá realmente pára (feriado todo mês só aqui no Brasil, sil, sil).

No país do consumismo, nada pior do que ficar com mercadoria encalhada, então eles baixavam os preços de maneira quase ilógica só para não ficar com "mercadoria velha" parada. Enquanto aqui no Brasil as coisas levam meses a chegar e continuam sendo oferecidas como novidade até 2 anos após o lançamento (estou falando de vocês, itens de informática).

Resolveram inventar mais uma moda pro consumo no Brasil e surgiu a Black Friday brasileira. Já vi empresa confundindo Black Friday com Halloween (no ano em que ele caiu numa sexta-feira, ahuhau) e o que era pra ser UM DIA de preços arrebatadores virou uma semana.
Esse ano pegaram pesado e as ofertas já começaram a aparecer e vão durar até o fim do mês, muito provavelmente.

Só que né, não se compara nem de longe aos descontos de até 80% encontrados numa Best Buy da vida. Fique feliz se encontrar seu produto desejado por um preço 30% menor.

Já comprei sim diversas coisas com descontos que nunca vi em outras épocas, mas pra ser bem honesta, com paciência você consegue pagar até menos em outras épocas do ano.

A questão é que essa promoção ficou mal falada no Brasil por conta de meia dúzia de lojistas fdp que aumentavam o preço do produto dias antes da promoção para depois vender pelo preço normal, fingindo que ofereciam um belo desconto.

Ora, como comentaram aqui uma vez "quando um otário e um esperto se encontram, sai negócio".
Não seja o otário.
Quem em sã consciência vai desembolsar dinheiro para comprar alguma coisa da qual não faz ideia do preço de mercado só porque está escrito "com 99% de desconto"?
E estou falando de produtos de valor considerável: eletrodomésticos, eletroeletrônicos, itens de informática, smartphones, etc.

Se existe uma pessoa imbecil a ponto de não pesquisar e acompanhar o preço do produto que deseja comprar para cair nesse golpe de "estou oferecendo X% de desconto", tem mais é que ser trouxa e pagar achando que fez bom negócio.

Pra economizar dinheiro sigo duas regras: junto o dinheiro para pagar à vista e espero pacientemente o produto baixar de preço. Acredite, ele vai baixar. Ainda não vivi uma situação em que não pudesse esperar para adquirir algum bem.
Não precisa descartar a Black Friday logo de cara, mas também não fique deslumbrado com qualquer propaganda bonitinha.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Correspondência dos FII

Semana passada me deparei com o post do Uó falando sobre a despesa que os FII têm com o envio de correspondência aos seus cotistas.

Nunca recebi uma cartinha dessas, pois ainda não investi nesta modalidade, mas está nos meus planos.

Até muito recentemente não fazia ideia dessa documentação que era enviada mensalmente ao cotista e quando o Uó mostrou os valores gastos fiquei abismada. Gente, 10 reais em uma correspondência? Eu pago menos que isso de frete comprando tralha no ebay!

Ainda teve gente comentando que a renda de algumas cotas caíram em algumas meses devido a essas despesas desnecessárias.

O Uó sugere que entremos em contato com a CVM, mas acho que o melhor seria entrar em contato diretamente com os fundos em que se têm cotas para ser votado em assembléia ou seja lá como se tomam as decisões nos fundos, rs.

E vocês, o que acham destas despesas com correspondência?

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Outubro 2016: R$64044,17

Esse mês foi atípico.

Fiquei doente por mais de uma semana, doente nível de cama, apenas dormindo. Sem fome, tomando remédios, mal-estar constante. Não conseguia ficar mais de meia hora em pé (ou sentada). Não conseguia me concentrar para pelo menos atualizar minhas leituras enquanto estava convalescendo. Foram quase 10 dias que passaram e não senti. Não senti apenas o tempo, pois cada segundo de mal estar me fazia desejar a minha própria não existência.

Dramas à parte isso acabou comprometendo meu aporte. Não por remédios ou coisas do tipo, é que costumo aportar lá pelo meio do mês. Porém estava para entrar mais uns dinheiros e resolvi esperar. Fiquei doente, não fiz nada, apenas sobrevivi. Quando me dei conta já era quase fim do mês e decidi esperar o salário para aportar tudo de uma vez e economizar no TED (sim, ainda pago essa desgraça).

A Caixa é um péssimo banco, até agora não consegui finalizar a abertura da minha conta e preciso ir até à agência para sacar o salário (quão ridículo é isso). Para piorar, o sistema caiu justamente no dia que fui lá. Perdi meu horário de almoço e meu humor.

O mês acabou e o "aporte" foi só aquele automático/obrigatório do Fundo DI.

Então ficou assim:



Não confio muito nas % de rentabilidade da planilha, mas a coisa estava bem bagunçada pela minha falta de controle no início do ano. Aí resolvi começar a preencher a planilha só a partir de fevereiro, que é quando tenho certeza dos valores e das movimentações feitas.

Não foi dessa vez que atingi os 65k, mas nesse mês alcanço a primeira meta. Talvez até finalize o ano ultrapassando meu recorde patrimonial, que foi em maio, aguardem cenas dos próximos capítulos.

domingo, 30 de outubro de 2016

BILLIONS

Há mais ou menos um mês a Netflix disponibilizou o seriado BILLIONS. Adicionei na minha lista da Netflix e dias depois peguei o namorado assistindo o SEGUNDO EPISÓDIO. Comassim, fdp, nem me chamou? huahau
Alcancei ele nos episódios e depois praticamente o obriguei a terminar de assistir tudo em um fim de semana junto comigo. Não foi um grande sacrifício, pois o seriado é bom demais.

Após o fim de Person of Interest e a chatice constante dessa temporada de Suits, e o spoiler que tomei na cara logo após a première de The Walking Dead, não me restaram muitas séries para amar, então logo que aparece algo minimamente interessante eu fico fissurada e acabo com a minha própria alegria em poucos dias :(

Enfim.

O post de hoje é só uma indicação de seriado.  Billions é produzido pela ShowTime, conhecida por diversas séries ótimas e muitas politicamente incorretas (sdds weeds).

O ponto central da trama é a tretinha entre esses dois carinhas: um é procurador dos EUA, o outro é um investidor literalmente bilionário, que, num dos episódios, gastou US$136 milhões por puro capricho e vingancinha (adoro).

Apesar do barbudo estar do "lado da justiça" as coisas não são tão transparentes assim, já que a esposa dele trabalha na empresa do ricão e isso acaba gerando um conflito de interesse. A saga toda está envolta em um querendo enganar o outro e, apesar do mote serem as negociações em bolsa de valores, o forte do seriado é a politicagem.
Eles não dão muitos detalhes das negociações, mas tem um episódio chamado "Short Squeeze" que foi ótimo pois me fez entender o que era o tal movimento, e, olha, non é bon.
Pra quem não sabe o que é, este link acho que ajuda a explicar.

Taí a minha série queridinha do momento e que tem mais ou menos a ver com o nosso mundinho das finanças.
Expandindo mais o assunto, alguém de vocês também gosta de assistir seriados? Sou muito mais séries do que filmes, utilizo até um app para acompanhar os episódios em que estou, rs.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Dossiê Dinheiro - Superinteressante

Esses tempos, lendo alguns blogs acabei encontrando a informação desse Dossiê Dinheiro feito pela Superinteressante.
É uma dessas edições especiais que a revista faz de vez em quando.

Ele foi feito ano passado, mas ainda está atual, parece que ainda se encontra para compra, mas eu consegui baixar, hehe.

Ele é bacana porque é bem didático, começa do básico, explicando sobre investimentos, o que é Renda Fixa, fala sobre os períodos de hiperinflação que o Brasil já passou, explica de onde veio a Poupança, etc.

Ainda não terminei a leitura e não é nada que a maioria de nós já não saiba, mas acho sempre válido "perder um tempinho" para ler esses compilados para o grande público.

Se tem alguém começando agora com dúvidas, pode ser uma ótima forma de sanar algumas delas.

E como eu sou uma pessoa muito linda, aqui está o link para download ;)
(prometo que não é vírus)

terça-feira, 18 de outubro de 2016

O Ranking de 5 milhões!

Passando rapidamente só para avisar que sem querer estou participando do ranking do Viver de Construção!

O link para a postagem é esse aqui.

Ando ficando doente com muita frequência nos últimos tempos, junto com outras obrigações da vida estou realmente sem tempo de postar.

"Sem tempo" não é bem verdade, mas minha prioridade é descansar, então o blog aqui acabou ficando (mais) abandonado.

O bacana da compilação feita pelo VdC foi ver que todos juntos temos um patrimônio de mais de 5 milhões de reais.
Basicamente se a gente se unir, somos milionários em dólares, haha.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Setembro 2016: R$63.324,12

Aee, finalmente consegui aportar alguma coisa e em Outubro pretendo fazer mais um aporte do mesmo nível.

Pretendia ter postado o fechamento antes e também escrito sobre outros assuntos durante Setembro, não rolou, mas vamos ver se dá certo em Outubro.

 

Pensei que não ia conseguir voltar a 65k até o fim do ano, mas nesse ritmo chegarei lá com um pouquinho de folga.

Então 'bora focar nos 65k, daqui a pouco tô no 1 milhão! (otimista, sempre, hauhua)

domingo, 4 de setembro de 2016

Agosto 2016: R$61.574,47

Essa última semana foi muito corrida para mim e a próxima também será. Aliás, acredito que de agora em diante terei menos tempo ainda para me dedicar a este humilde bloguinho, pois agora não sou mais autônoma-faz-tudo, tenho um emprego sério e preciso cumprir horário, haha.

Minhas últimas dívidas estão quase estabilizadas e acredito que a partir do mês que vem eu já consiga aportar decentemente, talvez até no final deste mês.

Por isso o fechamento do mês será do total, só para eu não deixar passar muitos dias do início do mês. Vamos lá:



Alguém me explica que mágica é essa de eu só retirar dinheiro e o acumulado ainda estar (um pouco) maior do que o mês anterior?

Ahh sim, isso são os juros compostos.

O crescimento foi pouco, mas sem aporte e com retirada, não tenho do que reclamar!

Realoquei uma pequena parte do meu capital em um CDB do Sofisa (torcendo pra eles disponibilizarem LCI e LCA novamente e em breve, hehe). Meus investimentos todos ainda são em renda fixa, mas se eu conseguir gerenciar sozinha de maneira decente, não tem porquê continuar mantendo tudo no Fundo de Investimento do banco, assim economizo 1% a.a. de taxa de administração e me sinto super inteligente por conseguir fazer algo extremamente simples.

Bom, eu não ia escrever muito e já enrolei por aqui.
A meta continua a mesma: rumo aos 65k!

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Adsense

Tenho visto alguns bloggers comemorando o número de acessos em seus respectivos blogs, mas reclamando da miséria que o Adsense compartilha com eles.

Esse blog aqui não tem nem 1000 views e eu já enfiei Adsense, hahaa.

Confesso que achei meio precipitado, só pretendia adicionar o banner depois das primeiras 1000 visualizações, mas pensei why not?

Pra quem não sabe, esse aqui não é meu primeiro blog, então eu já tenho uma conta adsense ativa (inclusive perdi uma vez, pois cliquei nos anúncios e eles me bloquearam, ahuah). O jeito foi utilizar uma conta no nome do namorado. Durante anos foi assim, até que há 1 ou 2 anos decidi tentar reativar o adsense usando o mesmo e-mail anterior e ta-da! Consegui. Então se vocês forem banidos (e não falo só e-mail, é o seu nome mesmo que fica queimado), esperem uns 5 anos que eles te aceitam novamente, hahah.

Bom, não tenho expectativas para o Eu sou Ryca!, mas não posso dizer que fiquei surpresa ao ver que o único clique que tive (não fui eu!) valeu $0.99

 

Pra entender um pouco melhor:

Essa imagem é da semana do dia 8 ao dia 15 de agosto (reduzi o período para ser possível visualizar a tabela de baixo na mesma imagem).

Reparem no pico. Aquilo significa que houve um clique no anúncio.

Agora olhem a parte de baixo da imagem, no dia 11 de agosto.
Foi o dia com mais visualizações e apenas UM clique.
O RPM da página estava altíssimo $30.97 e por isso, lá na última coluna é possível ver o ganho: $0.99

Não sei quem clicou, mais obrigada. Teria amado se mais 15 pessoas tivessem clicado também no mesmo anúncio, ahuah.

Infelizmente não é possível saber QUAL foi o anúncio de tamanha rentabilidade, e esses são os mais difíceis de achar.

O adsense trabalha com uma métrica muito esquisita, por isso é confuso para algumas pessoas e muito difícil fazer projeções.
Mas cada anúncio tem um valor X, que é dividido no quanto ele rende a cada 1000 impressões (CPM) e a cada clique. Alguns anúncios validam apenas o clique no banner (CPC), outros só pagam quando o visitante visita mais páginas ou realiza determinadas tarefas no site (CPA) e tem também a porcentagem que o Google paga ao editor por isso.
Infelizmente a cada ano que passa o Google divide menos ainda os seus lucros com os editores, mas ainda é o melhor sistema de propagandas, o que contabiliza de maneira mais fiel e com valores maiores.

Acredito que atualmente não exista mais ninguém que viva dos lucros do adsense, há alguns anos isso era possível, hoje em dia ele funciona apenas como mais um complemento de renda. Quem vive de blog é porque fecha contratos diretamente com as empresas, seja para vídeos, fotos, divulgação e etc, pouco vem da renda do Adsense.

Porém não é nada mal utilizar um espaço gratuito (blogger) e ainda ganhar um troco, mesmo que seja centavos de dólar por dia, haha.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Planilha dos 27 anos

Às vezes não sei nem o que tô fazendo no meio dessa galera aportadora. Vejo salários e aportes que para mim são surreais, especialmente porque sempre me achei meio esbanjadora e tal.

Claramente eu só ando no meio de pobre, porque ficar deslumbrada com aporte de 15k é coisa de fudida morta de fome, huaha.
Enfim.

Todo mundo fala em atingir a IF e eu, obviamente, também quero. Porém eu sou bem tranquila em relação a isso, não estipulei data final nem quantia específica. Para quem até o ano passado não estava muito empolgada com o fato de não poder dormir eternamente, achei uma mudança significativa (e positiva).

Lendo o livro do Cerbasi chamado Dinheiro: os segredos de quem têm ele comenta em algum momento que se você começar a guardar 1 centavo e dobrar esse valor todo ano, em 27 anos você atinge a quantia de mais de 1 milhão de reais.

Acho um exemplo ótimo porque ele é real, mostra que é possível começar com pouco e é necessário apenas ter perseverança para correr atrás, porque nos últimos anos é foda duplicar o valor (alguém conhece alguém que passou de 600k de patrimônio pra 1,2m no ano seguinte para saber se é possível?).

Meu ponto é: na pior das hipóteses, quero alcançar ao menos esse valor aí, mesmo que no fim da vida.

O lado bom de ter baixas expectativas é que é muito fácil se surpreender quando as coisas saem um pouquinho melhores do que o esperado. E isso sempre acontece ;)

P.S.: obviamente não seja retardado e não espere mudar o ano para guardar a quantia, vá adiantando o máximo que puder.

P.S.²: decidi que o Tesouro Direto vai ser o local onde vou guardar o dinheiro da Planilha dos 27 anos, por isso só completei até o ano 2034, pois a maior parte do meu patrimônio está em outra aplicação.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Julho 2016: R$61.353,29

Em Junho fiz uma retirada da minha poupança para um empréstimo.

Em Julho acabei liquidando com o valor restante que havia nela pois como disse anteriormente, estou terminando de organizar algumas despesas anteriores e só nos próximos meses poderei aportar de maneira adequada e consistente.

Então Julho encerrou-se assim:

Meus investimentos ainda são todos em renda fixa, como vocês sabem, e estão divididos assim:

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Global Rich List ou seu nível de riqueza em comparação com o resto do mundo

Esses dias troquei o subtítulo do blog. Mudei de "ainda não sou [ryca], mas um dia chego lá" para "pelo menos mais rica que 82% do mundo".

Não é que eu esteja me achando muito, mas acredito que uma frase um pouquinho mais positiva soaria melhor do que uma contendo "não".

Eu sei que tem muita gente que não acredita e tal, mas a maneira como encaramos as coisas influencia e muito nossa maneira de agir, o que, invariavelmente, nos faz obter diferentes resultados. Resultados MELHORES.
Basicamente, desde que comecei a ser mais positiva em relação ao meu futuro e a mentalizar detalhadamente e com afinco o que eu quero, as coisas começaram a funcionar pra mim.

Não tem nada a ver com Lei da Atração e oscaraio, mas nós somos feitos de energia e movimentamos energia, logo, por que vou perder tempo me lamentando e com auto-piedade? O que isso vai trazer de bom para mim? O único resultado desse tipo de pensamento é que ele vai continuar sendo seu modus operandi o resto da vida. É um ciclo vicioso reclamar, se achar incapaz, infeliz, não estar satisfeito nunca.

A partir do momento que parei de ter pena de mim mesma e me esforcei a ser mais positiva e ver o lado bom das coisas, elas naturalmente começaram a fluir. Daí ficou mais fácil me sentir menos idiota em ser aquele tipo de pessoa que vê sempre o copo meio cheio e tá sempre felizinha. Mas repito: precisei me obrigar a não reclamar para não entrar na espiral de infelicidade. Confesso que foi cansativo, mas agora tô melhorzinha.

E o que isso tem a ver com o subtítulo do blog e o Global Rich Test?
Nada, me distraí do foco principal.
Então voltando.






 
Você pode acessar o site pelo link: http://www.globalrichlist.com

Nas imagens acima temos a tela do cálculo que o site retornou para mim.

Tem duas maneiras de você medir o seu nível de riqueza em comparação aos outros: pelo income (sua renda) ou pela wealth (riqueza em tradução literal, mas vamos chamar de patrimônio, pra ficar mais fácil).

Segundo o site, a opção Wealth é a mais precisa. Pela renda eu sou mais rica que 90% do mundo, pelo patrimônio, pouco mais de 80%
Parece estranho, né? Mas se analisarmos que a maioria das pessoas vive na expectativa do próximo salário (mesmo aquelas que ganham bem) é fácil entender porque contando apenas meu patrimônio eu sou mais "pobre".
A diferença é que se eu ficar um mês sem receber renda alguma, ainda assim vou poder pagar minhas contas e não precisarei me endividar pra isso. Acho melhor essa certeza do que a falsa ilusão de riqueza.

Enfim.
Selecionei a opção Brazil (é a última) e coloquei o valor equivalente em reais.
Não tenho casa própria.
Valor das minhas ~posses~: coloquei 6k pensando nas minhas câmeras, PC e notebook (tudo old but gold), TV, XBOX, smartphone e alguns itens de uma coleção que tenho que são facilmente vendíveis.
Claramente eu só tenho coisa velha e/ou mediana, ahahha. Se fosse vendê-las conseguiria só isso aí.
E o valor do meu investimento atual.

Tem 700+ milhões de pessoas mais ricas que eu no mundo e mesmo assim com meu pífio patrimônio já estou melhor que 80% do planeta. Desigualdade é uma merda.

Pelo menos serviu pra me motivar um pouquinho. 60k não é muito, mas também não é pouca merda.

;)

terça-feira, 19 de julho de 2016

A fascinação do meu gerente por títulos de capitalização

Já fui bem mais anta do que hoje em dia e já tive título de capitalização. Não uma, mas duas vezes. Na primeira ainda fiz a cagada de retirar antes do prazo de carência, aquelas cagadas típicas de gente desorganizada.

À época contratei por vontade própria, pois achava que título de capitalização era uma coisa legal! Entendia menos ainda de rentabilidade e achava um saco "esses investidores" que só sabiam dizer que deixar dinheiro parado na poupança era o mesmo que perder dinheiro.
Hoje sei que não é a melhor das alternativas, mas ao menos quem pensa em poupança está pensando em economizar e acho que é um ótimo começo, haha.

Mas voltando ao gerente.
Atualmente tenho uma conta um pouco acima da média, com algumas "vantagens" devido ao montante que tenho depositado lá. A gerente anterior me botou na cagada de um VGBL e me deixou entrar em um Fundo de Renda Fixa investindo 50 mil quando o requisito mínimo era 100k.

AGORA eu vejo que é besteira ter dinheiro investido no banco em renda fixa quando eu posso administrar sozinha no Tesouro Direto. Porém foi útil, pois levei mais de 6 meses para começar a aprender a investir e foram 8 meses de rentabilidade superior a poupança.

Daí vê se não dá raiva um gerente que sabe que você já opta por outros investimentos e está vendo algumas retiradas da Poupança (que estão indo para o TD) oferecer título de capitalização.

Não é a primeira vez que ele insiste nisso. Já foi por SMS, por e-mail e só não foi por telefone porque eu nunca atendo.

Pelo menos ele admite que seria um bom negócio pra ele, hahaha.

Não acho ruim ele oferecer esses serviços, afinal, é o trabalho dele. Mas acho que valia a pena pesquisar um pouquinho mais e oferecer coisas diferentes. Oferecer título de capitalização parece coisa de gente preguiçosa, custava ele entender dos produtos do próprio local onde trabalha? Eu já neguei três vezes essa "proposta", em vez de mudar a estratégia (porque desistir eu sei que ele não vai), fica insistindo numa coisa que já se mostrou sem resultado.

Tá parecendo aquele povo que faz day-trade e só toma na cabeça, hauhua.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Livro: A Árvore do Dinheiro

Desde que comecei nessa minha empreitada de Finanças Pessoais peguei indicações de diversos livros para ler, além dos incontáveis blogs que existem e que, pouco a pouco, vou lendo todos os posts, dos mais antigos aos mais atuais.

Nesse meio tempo comprei alguns livros, baixei outros e li uns poucos. Esse A Árvore do Dinheiro comecei a ler, mas demorei a terminar porque fiquei um tempo sem meu Kindle e ler no computador ou no celular é simplesmente terrível, não consigo me adaptar. Além do mais, tinha considerações que eu - à época - considerava importantes e que queria anotar antes de dar continuidade. Enfim.

A Árvore do Dinheiro foi escrito por um professor da UFSC, Jurandir Sell Macedo Jr.

Ele já começa explicando aspectos psicológicos da relação que temos com o dinheiro e fazendo um questionamento muito interessante: o que é ser feliz? Até que ponto o dinheiro vai ser responsável por minha felicidade?
Essas questões parecem ser ignoradas principalmente para os iniciantes pela busca da Independência Financeira. Notei (dos blogs que acompanho) que somente as pessoas que estavam próximas da IF ou já na IF que começavam a dar valor à qualidade de vida e às pequenas coisas que as faziam realmente felizes.

Além das explicações bem didáticas sobre os tipos de investimentos que existem, acho um ótimo livro iniciante porque já ajuda a entender o que é essencial para cada um. A Independência Financeira não é a meta final, ela deve ser o caminho que o levará a ter o estilo de vida que lhe deixe mais tranquilo e feliz.

Essencial para quem quer poupar, mas ainda nem sabe o porquê e muito menos como.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Carteira da Ryca

Pois então... venho protelando desde o início do blog mostrar o valor da minha carteira.

Em parte porque ainda estou em fase de reestruturação orçamentária, então é possível que eu não consiga manter aportes constantes.
E também um pouco por insegurança. Sei que o blog é anônimo, mas mesmo assim.

Meus investimentos se concentram apenas em renda fixa: poupança, fundo de investimento, tesouro direto e previdência.
Ainda não sinto segurança o suficiente para arriscar na renda variável, mas tenho muito interesse em FIIs e assim que estudar um pouco mais o assunto pretendo ir por este caminho.

 

A planilha está com todos os meses preenchidos, mas o controle preciso de todos os investimentos só começou a ser feito em Abril. Acredito que só na tabela do ano que vem a rentabilidade do ano vá fazer real sentido, hehe.

Também notei que a tabela não trabalha muito bem quando consta retiradas, mas ok, uso ela mais para fins de controle de valor total do que valor de % de rentabilidade.

No fim de Junho precisei fazer uma retirada e aí a coisa ficou mais bagunçada. Até o fim do ano o valor está de volta e talvez eu o use para dar início no investimento em FIIs.

Então é isso. Caí para 60k, então rumo aos 65k novamente :)


quarta-feira, 29 de junho de 2016

Organizze

Engraçado como a gente leva tempo para aprender as coisas... bom, pelo menos eu levo.

Sabia que tinha algo de errado na minha situação financeira e precisava ter um maior controle, passei anos da minha vida sem fazer nenhum tipo de orçamento, depois tentei contabilizar no papel, mas acabava deixando pra depois e esquecia. Enfim, aquela ladainha de sempre.

Foi aí que fui atrás de algum site, sistema, planilha, aplicativo, alguma coisa que me ajudasse a manter esse controle.
Instalei uns 2 ou 3 no celular, e no fim das contas me dei bem com o Organizze.

É um sistema basicão para você controlar os gastos, uma espécie de planilha online. Pode ser usado acessando o site, pelo computador ou pelo aplicativo no celular.

O mais curioso é que fiquei mais de um ano administrando as entradas e saídas, entendendo mais ou menos quanto movimentava, mas nunca tomando uma atitude crítica para ajustar os gastos conforme minha realidade e iniciar a poupança a sério.

  

Hoje já adquiri o hábito de registrar o que e onde gasto, controlo cada centavinho. Mais por achar divertido do que para manter um controle rígido, mas é uma coisa que recomendo a todos.

Mesmo que as contas não pareçam descontroladas, façam um controle orçamentário um pouco mais rígido, verão que é possível diminuir algumas coisas bobas (sem perder qualidade de vida) e aumentar o montante que vai garantir a Independência Financeira.

:)

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Ahh... os imprevistos ♥

Cancelei o meu cartão com o limite alto e exagerado para me obrigar a gastar menos e o que aconteceu?

- Queimei um secador de cabelo, que é ótimo, potente, maravilhoso e necessário pra não morrer congelada nessa época de frio se eu quiser manter o cabelo limpo. O conserto ficará entre 50 e 100 reais, enquanto um novo não sairá por menos de R$150. (torcendo pra ser o defeito mais barato)
- Precisei gastar R$100 em remédios por conta de uma alergia repentina que nunca tive na vida.
- Minha avó foi internada no hospital. Por ser uma senhora idosa, apesar de não ter sido muito grave, a preocupação é sempre grande. Ela mora em outro estado e estou planejando ir visitá-la (coisa que já vinha pensando em fazer há bastante tempo). Pesquisando valores de passagens até consegui um preço aceitável, mas sei que se tivesse mais tempo para escolher a data pagaria menos.

E aí está uma exemplificação do que são as emergências a que me referi no post do cartão de crédito.

Neste mês as contas estão no limite, mesmo não consumindo nada. O que significa que se não fosse o cartão jogando o valor da compra lá pra Julho, eu não teria a possibilidade de visitar minha família.

E uma coisa que aprendi desde cedo é que família vem primeiro. Antes de dinheiro ou de qualquer outra coisa. Fico triste de ver pessoas que não contam com o apoio da família ou que não valorizam os familiares. Eles são a base, o porto seguro.
Sei que nem todo mundo tem a alegria de ter uma boa base familiar, mas se possível, tentem sempre estreitar as relações com os familiares. As pessoas são difíceis, mas nada mais triste do que uma pessoa sozinha, sem ter com quem contar. E nada mais fácil do que encontrar esse apoio dentro de casa.

Então é isso. Sempre tenham uma reserva de emergência e se organizem. Basicamente, não façam o que eu faço, hahahaha.

P.S.: eu tenho uma reserva em dinheiro na poupança, mas preferi não mexer nela, já que não pagarei juros por fazer a compra no cartão e não afetarei a data de aniversário da poupança.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

De onde venho e para onde vou

No outro post fiz uma apresentação básica das minhas intenções, agora vou detalhar um pouquinho mais a minha situação.

Ainda não tenho 30 anos e não sou fã da modalidade celetista de trabalho. Brinco dizendo que "tenho alma de artista". O problema não é (só) me prender a horários e precisar pedir por favor por favorzinho para sair no horário do expediente e conseguir resolver problemas pessoais ou até ir ao médico, mas toda a coisa que envolve ser empregado.
Realmente não gosto do fato do horário ser inflexível. Gosto menos ainda de ficar ociosa durante o expediente porque o chefe não consegue delegar suas tarefas e nem me passar o necessário para dar continuidade ao meu trabalho.
O ambiente das empresas também não ajuda. Sou muito chata e convivo com poucas pessoas, só aquelas que passaram no meu crivo, pois não tenho interesse nem paciência em lidar com pessoas com ideias e posturas diferentes das que considero adequadas, e em um empresa isso não é possível. Sou obrigada a conviver com pessoas que nada tem a ver comigo além do endereço para bater ponto.

Esse ano concluo - finalmente - minha graduação, depois de ter abandonado duas faculdades. Comecei ambas por serem áreas que me interessam um pouco, mas no fundo nunca me vi trabalhando com aquilo, por isso acabei desistindo e deixando apenas como hobby.
A graduação atual foi algo que anteriormente não havia cogitado a sério, e a área de atuação não é exatamente promissora, porém sei que me ajudará muito na faculdade que realmente sempre quis cursar e ano que vem, finalmente, darei início.

Atualmente não estou empregada no modelo padrão e bem aceito pelo brasileiro mediano (oh que horror você não ter carteira assinada nem cumprir horários e nem deixar de ter vida para enriquecer outra pessoa!), me considero autônoma com uma vertente empreendedora. Minha renda vem de um mix de coisas que faço desde produção de conteúdo, vendas até estratégias administrativas.
Não vou dar muitos detalhes de nada (ao menos por enquanto) pois prefiro assim, mas por causa disso tenho uma grande flexibilidade de horário e autonomia, porém com o fato negativo da minha renda ser bem variável e muito aquém do esperado. Há meses em que lucro R$600 e meses que lucro R$2500 (líquidos), porém dificilmente passa disso. Claro que a culpa é minha, poderia me dedicar mais a quaisquer uma das áreas que me retornam financeiramente, mas meu foco atual é concluir essa graduação para iniciar a próxima (~fazer o que se ama~), mas enquanto isso, estou amadurecendo a ideia de empreender em um negócio próprio e físico, que é o que tenho buscado e estudado nos últimos tempos.
Um blog que me motivou muito e ajudou bastante a amadurecer essa ideia foi o Blog do Corey. A "ajuda" que ele dá nos posts é fantástica! Ele é muito verdadeiro e conta aquelas coisas que Sebrae nenhum ou empresário nenhum gostaria de falar. E como sou inexperiente, é o tipo de conteúdo mais importante que posso adquirir: a experiência de quem já passou por muita coisa.

Meus gastos fixos felizmente são baixos (por enquanto), pois moro com parentes. Mas infelizmente ainda tenho que coordenar as coisas por culpa do maldito cartão de crédito. Apesar de saber que ele não tem culpa nenhuma, já que a descontrolada sou eu, não me resta nada a não ser, literalmente, pagar o preço de ser cabeça de vento.

Assim que me livrar de algumas faturas feitas sem pensar, poderei aportar mensalmente de forma consistente, mesmo que valores ridículos se comparados à maioria dos outros investidores que acompanho.

;)

terça-feira, 7 de junho de 2016

Me livrando da anuidade do cartão de crédito




Tenho cartão de crédito desde que nem verba para mantê-lo eu tinha, hahahah.

Entrei pra esse mundo lá pelos 16~17 anos, ganhando um cartão de dependente com um limite bem ridículo (uns R$100, acho). Usei alguns meses e depois de um tempo acabei cancelando.

Um belo dia, ainda no fim da adolescência e numa época em que fazia nada da vida além de dormir, sou acordada com uma ligação no meu celular. Mastercard me oferecendo um cartão de crédito sem anuidade. Era só dizer o valor da minha renda e pronto.

Fiquei emocionada (e incomodada) com tamanho privilégio de ter sido selecionada pela ilustre empresa, apesar de me sentir invadida, por terem tirado meu número de celular não sei de onde (à época nem conta em banco tinha, praticamente não existia perante a sociedade). Menti um valor qualquer e ganhei cartão de crédito.

O tempo passou e abri conta num banco. Só quando abri a conta descobri que o banco emissor do cartão era esse mesmo em que eu havia iniciado minha "vida bancária". Isso facilitou bastante minha vida, pois sempre fui avessa à visitar agências e assim que possível comecei a usar os serviços somente pelo bankline. Como o cartão era associado à conta era fácil manter controle e realizar os pagamentos sem atraso (durante um período de mais de 1 ano minha fatura chegava após a data de vencimento).
Vale ressaltar que isso tudo numa época em que não existiam smartphones e ADSL era coisa ou de gente rica ou de quem morava em bairro nobre, pois além de caro tinha baixa disponibilidade.
Enfim.

Mesmo com uma renda ínfima (ou renda nenhuma) eu fui conquistando alguns benefícios. O último deles foi conseguir um cartão internacional sem ter o perfil para isso (baixa movimentação, etc). Consegui pois um conhecido no banco fez esse favor (queria muito comprar tranqueiras no ebay, ahhaha).

Na época a anuidade era gratuita, mas depois ela foi aparecendo. Assim, como quem não quer nada. Meu último cartão era daqueles Platinum e ainda tinha a "anuidade diferenciada" de R$200. DU-ZEN-TOS REAIS por ano. Que não serviam pra nada, pois o que eu usava no cartão não era suficiente nem pra trocar os pontos do programa de fidelidade por milhas aéreas.
Devo ter pago esse valor de R$120~R$200 de anuidade por uns 5 anos.

Aí comecei a me interessar por finanças pessoais, independência financeira, etc e passei a questionar esse monte de tarifa que pago por tudo. Além do fato de que o cartão de crédito era um ralo sugador de dinheiro. Uma parcelinha ali, outra aqui e no fim sempre acabava gastando um pouquinho a mais. Fiquei pensando onde foi parar aquela pessoa que era controlada e só gastava o dinheiro que tinha na mão (sim, já fui assim). Decidi que tenho de voltar a ser o que era.

A primeira decisão foi de que os gastos no cartão deveriam ser diminuídos. Mas como mudar anos de hábitos de consumo? Cancelando o cartão.

Mas tinha medo (!).

Pois é, medo de numa emergência precisar dele, afinal, o fato de ter um cartão disponível já me salvou algumas vezes.
Aí vieram as amigas indicando o Nubank. Dizendo que o cartão é ótimo, funciona bem, é fácil de acompanhar tudo, etc e NÃO TEM ANUIDADE.

Fiz o cadastro no site e disseram que iam avaliar. No mesmo dia comentei com uma amiga e ela me enviou um convite por e-mail. Refiz o cadastro por ali e automaticamente me aceitaram, bastava eu esperar que dentro de até 15 dias úteis o cartão chegaria. Então a dica é: PEÇA PARA TE CONVIDAREM PARA O NUBANK. É a maneira mais rápida de ser aceita.

Meu limite é quase 3x inferior ao que eu tinha, mas achei bom. Me limitará nos gastos e naquela maldita mania de "só uma parcela de X reais não dá nada".

O cartão chegou, desbloqueei, mas só fui usar pela primeira vez há poucos dias. Até agora tudo certo.

E o outro cartão? Ele está com vencimento para daqui uns meses e já recebi o substituto pelo correio. Como não quero correr o risco de pagar mais anuidade, antes do cartão ficar inutilizado já liguei pedindo cancelamento.
E por favor, não achem que se NÃO desbloquear o cartão eles não vão cobrar anuidade. Isso só é válido se você está recebendo o cartão pela primeira vez. Seu contrato só termina quando você pede o cancelamento.
Tanto é que ao pedir cancelamento a atendente atentou para o fato de que o cartão ia deixar de valer em pouco tempo e questionou se eu realmente queria cancelá-lo, já que bastava não utilizá-lo após o período (aham, sei). Eu disse que sim, queria cancelar e ela falou que já haviam me enviado o cartão substituto e também precisava das informações dele.
OU SEJA, tem de fazer a coisa mais chata do mundo que é perder 5min em menus e falar com atendente por telefone.

Se fosse com a Nubank era só eu mandar um e-mail ou conversar pelo chat do app. Ou simplesmente deixar de utilizá-lo, em 12 meses de cartão inativo ele é automaticamente cancelado. O que tanto faz, já que não tem anuidade.

O mais importante disso tudo é que além de eliminar um gasto totalmente desnecessário, vou tentar agir como se nem tivesse mais cartão. Deixando ele realmente para EMERGÊNCIAS como eu falei acima.

Veremos.

;)

segunda-feira, 30 de maio de 2016

OLAR

No início desse ano comecei a me interessar por finanças pessoais.

Não estou numa situação tranquila em termos de renda mensal, pois é bem variável e não fica muito acima de um salário basicão, preciso melhorar esse lado.

Porém tenho uma quantia considerável que estava perdendo seu valor por ficar em poupança em vez de alguma aplicação decente. Depois acabei caindo no papo da minha ex-gerente do banco e investi um valorzinho irrisório numa previdência privada fuleira e o resto num fundo DI do próprio banco.

Fato é que sempre tive curiosidade em entender sobre Tesouro Direto, Ações, etc, mas ou era preguiçosa demais para me informar ou achava que era impossível, coisa que não é.

Em dois meses de leitura intensa (principalmente me baseando nas experiências apresentadas em outros blogs de finanças) e com uma curadoria muito boa principalmente do Clube dos Poupadores, me senti segura o suficiente para começar a encarar o Tesouro Direto.

Abri uma conta numa corretora que não cobra taxa sobre TD e dei início - de forma bem devagar - no mundo dos investimentos.

Isso foi em fim de Março.

Desde então as finanças estão uma loucura e não consegui manter o básico: fazer aportes mensais.

Mas é isso aí, pretendo com esse blog assumir um compromisso público comigo mesma (?) de manter focada nos investimentos e aportando mensalmente para alcançar o primeiro milhão.



:)