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domingo, 14 de abril de 2019

Começando do 0: novas metas

Pois bem, acho que já deu pra entender que depois de todo esse tempo estou começando do zero outra vez.

Ao mesmo tempo que é empolgante, também é bem desmotivante. Acompanho essa galera super focada e que evoluiu bastante nos últimos dois anos e rola uma frustraçãozinha, mas não tem o que fazer. Reclamar não vai mudar minha situação, então o jeito é pôr a mão na massa.

Como falei anteriormente, ainda fiquei com algumas dívidas. Nada mais burro do que querer investir dinheiro enquanto os juros das dívidas são mais que o triplo do que a maior rentabilidade que já consegui na vida. Então, por ora, meu foco será juntar dinheiro para quitá-las o mais brevemente possível. Não vou ficar colocando esses valores aqui porque não faz sentido, já que ele tem uma finalidade específica e vai ser utilizado muito em breve.

Portanto, estou começando uma carteira nova, zerada e colocarei valores ínfimos, só pra sentir que estou fazendo alguma coisa e voltar ao maravilhoso hábito de poupar com frequência e retomar o controle de finanças de forma adequada.

Dito isto, a primeira meta de todas é: fazer o primeiro aporte. De qualquer valor (será ridículo, não riam da minha cara), mas destinado a compor a reserva de emergência, que é por onde todo mundo deveria começar.

O objetivo aqui é não perder o foco e ver o que dá pra fazer ao longo dos anos, mesmo com um poder de aporte baixo.

Objetivos de 2019:
- fazer primeiro aporte
- atingir R$151 (hahaha depois explico o porquê)

quinta-feira, 4 de abril de 2019

"Como é que faz pra guardar dinheiro?"

Volta e meia o assunto finanças aparece na roda de amigos.

A maior parte dos amigos é bem ignorante quando a questão é investimento, não entendem nada de nada. Uma outra parte tem amigos que são consultores de investimento, trabalham com isso e esses são os piores, porque acham que sabem tudo e não aceitam opiniões contrárias, hahaha. Os extremos são sempre péssimos.

Uma coisa que me incomoda bastante, é que não saio por aí dizendo que todo mundo deveria economizar dinheiro, nem como cada um deveria investir a sua grana, mas quando acontece da pessoa se interessar e vir tirar alguma dúvida comigo, ela me faz perder tempo.

Perder tempo porque o que entra por um ouvido sai pelo outro. A pessoa te enche de perguntas, quer saber sobre tudo pra no final não fazer nada. Só fez perder meu tempo, não assimilou coisa alguma e vai continuar financiando carro em 60 meses.

Além daquela ladainha básica "ah, mas eu não consigo guardar dinheiro, por isso consórcio vale a pena pra mim, porque é uma conta fixa". Mano. Sério. Não tem coisa que me faça revirar mais os olhos do que dizer que qualquer outra parcela é o único jeito de "juntar dinheiro" ou "ter" as coisas porque a pessoa não tem o autocontrole de separar uma quantia X todo mês, assim que o salário cai na conta.
Pelamordedeos, sabe? É muita falta de noção das coisas.

Quando o assunto já começa a enveredar pra esse caminho eu já solto um "a primeira coisa que você tem que fazer é sua reserva de emergência; guarda o equivalente a 6 meses do seu salário - pode ser na poupança mesmo - e depois te explico o resto".

E nunca mais fala-se sobre isso =)

segunda-feira, 25 de março de 2019

Relacionamentos X Estilo de Vida

Já parou pra pensar o quanto relacionar-se com outra pessoa influencia nas escolhas? Fui me atentar a isso depois de terminar um namoro longo.

Enquanto eu estava na vibe economizar, otimizar os gastos, melhorar rentabilidades, aportar mais etc, ele seguia naquela vidinha de lotar a fatura do cartão com prestações.

Montei planilha de orçamento pro falecido, me propus a ajudar na organização financeira dele, sugeria opções de onde investir, aquela coisa toda. Nunca surtiu efeito.
Ele seguia na vibe de gastar quantias exorbitantes em itens que seriam utilizados pouquíssimas vezes (tanto pela falta de tempo, como pela preguiça, o lance dele era TER). Sempre com o limite do cartão preenchido, sempre com "só mais X parcelas pra terminar de pagar".

Isso me incomodava bastante, porque era meio chato querer fazer planos para ambos e não poder contar com a pessoa que se está ao lado.
Aos poucos fui vendo que isso foi um dos fatores do nosso distanciamento. Estávamos começando a querer coisas diferentes.

E depois, solteira, percebi que sou eu por (eu?) mim mesma e tudo bem. Seria excelente encontrar alguém que pensasse igualzinho a mim na parte financeira, mas sei que é muuuito difícil, as pessoas são muito "travadas" quando o assunto é cuidar do próprio dinheiro. Se a vontade não partir da pessoa, ela jamais aceitará qualquer conselho ou dica, é esforço em vão de quem tenta ajudar. E ainda passa por pessoa chata mão de vaca.

Nos relacionamentos é um ponto bem importante a ser analisado. E não tem a ver com namorar com alguém com renda maior ou menor que a sua, o que interessa é o estilo de vida: é o COMO gasta, não o QUANTO gasta.

Os padrões de beleza atuais estão cada vez mais inatingíveis, não basta ser linda, tem que ser financeiramente consciente também, hauhauh.

sábado, 16 de março de 2019

O que tem acontecido por aí?

Agora que (acho que) voltei, estou me atualizando e fiquei meio chocada com algumas informações..

Viver de Construção morreu mesmo?!
Viver de Renda já tem 6 milhões?
Nathalia Arcuri do Me poupe! tá realmente popularizando isso de investir pro povão e já tem uns 5 milhões??
Madruga Investimentos desaparecido pra sempre???
A renda fixa tá tão ruim quanto a poupança????
Que caralhos é FIRE?????

Alguém tem fofoca pra me contar?

quarta-feira, 6 de março de 2019

Não nasci pra ser empreendedora

Como disse no último post, me mudei e assumi um negócio próprio. Mas não saiu tudo exatamente como o planejado, ahuahua.

Era tudo muito recente, minha nova vida como solteira, voltando a conviver com a família, mudança de ares, me redescobrindo, querendo fazer coisas novas e diferentes.
Confesso que devo ter sido meio leviana ao achar que era uma boa aposta, ignorando o óbvio e querendo acreditar que alavancaria as coisas e faria dar certo.
Faltou dedicação, interesse e, principalmente, foco.

Morar na cidade que eu queria há muito tempo e me abrir ao novo me fez viver experiências incríveis nesses últimos 2 anos desde o meu último fechamento.

Nunca conheci tantas pessoas diferentes, interessantes, repugnantes... vi de tudo um pouco e tive certeza que as pessoas são completamente loucas, ahahah. Nunca pensei que meu estilo de vida estaria como está hoje. Não imaginei que certas coisas seriam tão fáceis, coisas simples, como me manter abaixo dos 50kg, fazer novos amigos e aproveitar o momento sem ansiedade. Me sinto leve e realmente à vontade.

Honestamente, o pé na bunda que eu tomei foi a melhor coisa que meu ex poderia ter feito por mim. Me abriu os olhos, me fez viver coisas novas (muitas que sequer imaginava, outras que queria demais), me fez, no alto dos meus 30 anos, me conhecer como mulher adulta independente.

Mulheres: larguem seus machos de antes dos 30, os que vêm depois são melhores, ahahahaha.

Como foco ainda anda sendo um problema por aqui (sobre o que era o post mesmo?), deixa eu resumir a história do meu "momento empreendedora":

O negócio não deu certo e recentemente foi encerrado. Terminei com as burocracias finais há poucos dias e agora estou desempregada, pobre e, pior: com dívidas.
Sim, senhoras e senhores, saímos de um saldo positivo de mais de 50k para um valor negativo.

Não foi apenas a empresa que me fudeu, houveram inúmeras outras coisas, porém não vou entrar em mais detalhes. Uma parte da grana foi investida na empresa, sim, mas o resto foram más escolhas, principalmente relacionadas à família. ESPECIALMENTE em um momento emocional fragilizado, quando não estamos 100% cientes das coisas e o desespero bate.

Então não recomendo mexerem com dinheiro se não houver clareza emocional. Dica pra vida.

Agora a meta é quitar a dívida e daí voltar toooodo o processo de fazer reserva de emergência, voltar a investir, etc, etc.

Se isso tivesse acontecido há 2 anos eu estaria completamente surtada, desesperada. Hoje estou bem de boa com isso. Ainda em busca do equilíbrio entre o viver o agora e o guardar para depois, mas acredito ter progredido bastante.

Tá tudo uma zona ainda na minha vida, mas tenho me sentido feliz e otimista. Agora é bola pra frente e começar tudo de novo.

Não farei fechamento do mês porque né, tô juntando $ pra quitar as dívidas, depois de exterminá-las talvez eu volte a compartilhar aqui.
Isso se eu não sumir por mais um ano e meio, hahaha.

Pra quem estava curioso, é isso :)